07 abril, 2009

Gracias la vida

.... Aqui estou eu, novamente!!!! Já passaram mais alguns meses. Os suficientes para estar um ano mais velha... pois é 39!!!! Até doi! Quase que não acredito que sou uma pré quarentona!!!! A minha cabeça não aceita bem a coisa... pois continuo a ver-me, principalmente quando estou com os manos e mana e pais... uma chavala!!!! Mas a verdade é que os tenho... e analisando melhor, os sinais são visiveis.... ... vou ser novamente titi.... e parece que o primeiro apontamento da médica, vai ser uma Inês!!! Uma priminha para fazer companhia à Matilde... que já vai a caminho dos quatro!... A minha Estrelinha já vai fazer seis anos.... (como o tempo passa)! A Sombra já fez quarenta e cinco!!! As responsabilidades da vida não fazem esquecer a idade... e os não acontecimentos também fazem bem lembrar a idade!!! Mas mais uma vez.... com 39, com 40, 50, 60.... o que quero continuar a ter é a vontade todos os dias de abrir os olhos e sentir a vida.... mesmo que ela por vezes tenha tonalidades mais cinzentas! Gritar...... quero viver!!! E ter o privilégio de poder gozar esta vida com os e as minhas amigas/os e familia..... Tal como canta Violeta Parra no seu hino à vida ....gracias a la vida que me há-de dado tanto e que desejo que me continuo a dar!

04 janeiro, 2009

Feliz Ano Novo!

Para os e as minhas amigas votos de um 2009 cheio de desejos concretizáveis!
Um ano cheio de mudanças positivas, saúde, amigos/as, amor e algum dinheirito (que tb faz falta)... e emprego (que nos tempos actuais é dificil de garantir).

Um beijinho grande para todos/as

23 dezembro, 2008

Moninha...

Minha linda, estamos todos a torcer por ti! Continua a lutar e a dar o teu melhor, como sempre... nem esperamos por menos! Força, e que daqui algum tempo este não tenha passado de um susto... ... e como já te disse, nada de malandrices, porque tens a agenda cheia... e muitas prendas para comprar!... por isso não escapas! Natal é sempre que uma criança sorri... e nós somos óptimas a fazer palhaçadas! Beijito

15 outubro, 2008

!!??

O dia marcado por um sorriso... muito amarelo!!!
... Será para rir....
.... Será para chorar...
... ou simplesmente voltar as costas e continuar....
É esse o tempo preciso para encontrar o querer do eu...

14 outubro, 2008

...?????!!!!!!!

Mas quem somos nós para impôr a nossa forma de viver aos /às outros e outras???!!!! Porque é que nos sentimos superiores/as e julgamos aqueles/as que nos causam receio, medo, estranheza? ... quem somos nós para negar um direito fundamental a um determinado grupo de cidadãs e cidadãos, que as/os obriga a viver uma vida que não escolheram e a adiar os seus projectos... a sua felicidade????!!!! É esta a sociedade (in)decente em que vivemos!!!! E mais uma vez, a minha vida é afectada pela impossibilidade de vida de muitos e muitas......

Mais uma vez adiado

O direito ao casamento por pessoas do mesmo sexo… uma questão de cidadania! Amanhã, dia 10 de Outubro de 2008, a Assembleia da República é chamada a votar projectos, que finalmente permitirá a igualdade no acesso ao casamento. Sendo um direito de cidadania, até hoje, exclui um número de significativo de portugueses e portuguesas, que vivem sob a discriminação com base na sua orientação sexual. A Assembleia da República tem assim grande responsabilidade: · manter a inconstitucionalidade do actual Código Civil, negando um direito consagrado na Constituição Portuguesa no artigo 36, nº1; · ou permitir a acessibilidade ao casamento civil por parte do desejo de um casal, seja qual for a sua orientação sexual, contribuindo para que o cenário de discriminação diminua e para que a lei passe a ser mais inclusiva em vez de exclusiva. Em conversa com algumas pessoas sobre a possibilidade deste encontro, argumentos como: · é ridículo estar a debater este assunto, pois é como discutir o sexo dos anjos… é mais que claro que os e as homossexuais têm direito ao casamento… · … não é um assunto prioritário, com a actual conjuntura de crise económica e financeira… Pois, pensamos que este debate tem toda a razão de ser e de acontecer! Apesar de reconhecermos que é um direito que já deveria ser um facto, tal não é verdade, levando a fragilidades as pessoas que vivem, ou sobrevivem, nesta sociedade desigual que lhes nega o direito a ser feliz… que lhes nega um direito fundamental consagrado pela nossa Constituição! Por essa razão, é prioridade! É o direito à cidadania plena, onde todas as dimensões da vida estejam presentes, que está em causa! Tal como afirmou o Presidente do Governo Espanhol na Câmara dos Deputados, a 30 de Junho de 2005 (Dia da aprovação da Reforma do Código Civil Espanhol que permitiu o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo), o que está em causa, amanhã, é ampliar as oportunidades de felicidade dos nossos e das nossas vizinhas, dos nossos e nossas colegas de trabalho, dos nossos amigos e amigas, das nossas famílias… e desse modo contribuir para a construção de um país decente, porque uma sociedade decente é a que não humilha os seus membros, nem lhes nega os seus direitos, que se exigem iguais aos da norma dominante, neste caso, a heterossexualidade. A Constituição da República Portuguesa, no artigo 36, nº 1, consagra como direito fundamental que “todos têm direito de constituir família e de contrair casamento em condições de plena igualdade”, contudo no artigo 1577 do Código Civil português, o casamento é definido como “um contrato celebrado entre duas pessoas de sexo diferente que pretendem constituir família mediante uma plena comunhão de vida”, o que coloca em causa a constitucionalidade do próprio código civil, reforçada com o artigo 13 da lei fundamental que consagra que ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão da orientação sexual. A actual definição de casamento presente no artigo 1577 do Código Civil priva claramente as pessoas do mesmo sexo do direito de contraírem casamento, se assim o desejarem… se fizer parte do seu projecto de felicidade e de vida. Nos termos da lei actual, que se deseja alterada, as pessoas do mesmo sexo já vêm reconhecida a sua conjugalidade através das uniões de facto, contudo permanecem várias limitações que lhes nega o direito a serem reconhecidas como família legislativa e, consequentemente, socialmente: · Não podem ser herdeiros ou herdeiras legitimárias dos/das seus/suas conjugues; · Não podem definir um regime patrimonial como a comunhão de bens adquiridos ou a comunhão geral de bens; · Não podem adoptar o nome do seu conjugue; · A parentalidade é colocada em causa…; · O conceito de família está em causa! Apesar de se encarar o casamento como um encontro de vontades, paira ainda a concepção de família com base na reprodução, o que nega a realidade actual. A reprodução já não é considerada como o fim último deste instituto jurídico, ficando tal decisão de escolha livre dos conjugues, e perante o actual reconhecimento da pluralidade de formas de família, não faz qualquer sentido manter a limitação da celebração do casamento a pessoas do mesmo sexo. O Código Civil, não impõe qualquer limite de idade para a celebração do casamento, nem coloca qualquer obstáculo ao casamento de qualquer pessoa infértil ou impotente, nem impõe a concepção. A actual realidade demonstra que a reprodução é uma realidade bem diversa do casamento, pelo que parece pouco razoável e legitimo insistir nesta linha argumentiva para impedir as pessoas do mesmo sexo do exercício de um direito fundamental. Por se demonstrar inconstitucional, discriminatória, exclusora a actual lei, exigisse que a Assembleia da República reveja o Código Civil no interesse da igualdade de direitos para todos e todas! Não é legitimo apresentar como argumento, como o actual governo afirma, que não está na agenda politica deste ano o debate sobre o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo… o que o governo está a negar é o direito à felicidade destas pessoas! Além de demonstrar estar a viver um momento de amnésia oportuno, pois nas últimas legislativas o PS introduziu o tema do casamento homossexual em plena campanha legislativa e retomando-o após o referendo pela despenalização do aborto… Contudo, no presente, adia-o para a próxima legislatura, talvez com o propósito de manter as expectativas (falhadas) do movimento lgbt e de todos e todas aquelas que acreditam numa sociedade melhor, sustentada na igualdade… em relação a este governo, que deseja com certeza manter-se governo por mais uma legislatura. Promessas de abertura a uma sociedade mais inclusiva mas que não dão certezas de transformação, pelo contrário… têm sido aplicadas medidas anti-sociais, com o agravamento da pobreza e da desigualdade… onde também o movimento lgbt se sente defraudado. O Governo ao adiar o debate e a revisão do Código Civil que permitirá o acesso ao casamento civil por parte de um casal do mesmo sexo, está a exigir à população lgbt portuguesa que adiem as suas vidas, as suas decisões, para o momento que considera oportuno decidir sobre as mesmas… O que lhes está a exigir é que continuem a “aceitar” a desigualdade e a discriminação, porque a igualdade de direitos das e dos homossexuais não é prioridade na sua agenda politica… O que nos está a exigir é vivermos numa sociedade onde a própria lei faz a manutenção da homofobia! O que nos está a exigir é que aceitemos uma sociedade assente na desigualdade! Lutar contra a discriminação é e será sempre uma prioridade! E quanto ao facto de se considerar um debate fracturante da sociedade, como também o já foi afirmado relativamente ao referendo sobre o direito à interrupção voluntária da gravidez por decisão da mulher (uma causa já ganha), o que se pode reafirmar é que fracturante é a decisão de manter vidas presas pela recusa de um direito fundamental como o direito a decidir sobre as suas vidas, que permite que numa sociedade haja cidadãos e cidadãs de primeira e de segunda…., com deveres iguais e direitos diferentes!! É fundamental olhar para as reivindicações que se fazem ouvir a partir do movimento lgbt, como uma questão de direitos humanos, acolhendo como nossas as discriminações de que são alvo, tomando a homofobia um problema de todos e todas, independentemente da orientação sexual.
(comunicação apresentada no dia 09 de Outubro de 2008, no debate DIVERSIDADE SEXUAL E IGUALDADE, promovido pelo BE-Aveiro, nas vésperas da discussão dos projectos pelo acesso ao casamento civil por parte de pessoas de sexos iguais, na AR)

25 maio, 2008

... o fim de semana tão esperado!

Finalmente chegou o fim de semana tão desejado... e com ele muita chuva!
Maio... fim de Maio, e este tempo de chuva não nos deixa e só atrapalha!
Serra d'Àrrabida... alojamento de turismo rural, privacidade, simpatia... um espaço agradável, silêncio, uma vista maravilhosa, uns óptimos pequenos almoços, verde em redor... piscina... a pequena Teca como companhia, mais a sua companheira e companheiro canídeos... e chuva a estragar tudo!
Valeu a comida... muito boa! Peixinho fresco e marisco, acompanhado por bom vinho (Monte das Servas)... Aquela cataplana de cherne ainda provoca verdadeiras sensações gustativas!... Mas a chuva... ai a chuva!!!!!!!
Lá se conseguiu um sábado sem ela, ou quase, que permitiu que o passeio desejado se concretizasse.... Portinho da Àrrabida, Sesimbra...
Relativamente à Serra da Àrrabida, como é possível aquela cimenteira em pleno parque natural? Que raio de governantes temos nós que sobrepôem interesses económicos ao de uma reserva natural???? É este o nosso país!... e a construção de verdadeiras aberrações em pleno parque... de quem serão aquelas "casinhas"?????
Em relação ao Portinho.... a decepção também foi alguma.... num local que deveria ser protegido... lá estão as casas quase mar dentro.... e entranhadas na serra... e um pequeno parque de estacionamento pago.... à Stª Casa da Mesiricórdia de Azeitão!... os paraísos não escapam à fúria do ser humano!
Sesimbra.... igualmente vitima das construções de betão.... mais uma vez, valeu o prazer da degustação de um belo almoço a saber a mar!!!
... Um fim de semana de ricos... coisa que não somos....!!! Um fim de semana que tem o seu peso pesado no orçamento mensal.... Fica o prazer... mas o bolso decididamente mais vazio.... com um buraco!!!!!
Não dá para fingir.... já não somos os mesmos que há 3/4 anos atrás.... actualmente, um fim de semana destes deixa marcas no orçamento e temos consciência que foi uma loucura... mas também, quem seríamos nós sem estas loucuras?????!!!!!

09 fevereiro, 2008

Uma noite ao luar....

.... uma noite ao luar, fria... no meio da serra... um bom copo de vinho tinto, um churrasco.... boa música, boa companhia!!!!
Rica vida!!!!
É isto que me faz sorrir e continuar apesar da realidade em que vivemos!
O dinheiro é pouco.... as dificuldades são algumas, politicamente vivemos uma época desastrosa.... económicamente ainda pior... profissionalmente as rosas são espinhosas.... mas estes momentos, que apesar de serem alguns, são sempre únicos é que fazem com que nos sintamos vivos!!!!

agora vou à tarte......
e continuar com o meu copo de vinho!

16 janeiro, 2008

A ausência....

2008.... e o silêncio mantem-se!
Situação que tem que ser alterada....
Aqui fica a promessa de aparecer mais vezes... pois o espirito anda-me a provocar a escrita, mas nem sempre passa para o teclado!
... vamos ver se isto muda!!

Espero que todos e todas tenham entrado com o pé esquerdo neste novo ano... o que me parece um pouco dificil com o estado em que se encontra o nosso belo país!

Onde iremos parar neste país socrateriano?????
Ai, ai....

24 setembro, 2007

... Ainda estou viva!!!!

Estou viva!!!

... com uma crise na coluna... com uns quilitos a mais (demais para meu gosto).... mas vivinha da silva!!!

... e claro que ainda mais furiosa com o estado de saúde deste belo país banhado pelo Atlântico e invadido diariamente pelos/as nossos/as vizinhos/as.....

.... eu volto!!!

10 maio, 2007

Adormecida, mas não morta!

É isso!... adormecida, mas não morta...
Continuo por aqui... apesar de não aparecer ultimamente!
... a ver se o entusiasmo regressa para a escrita!

26 março, 2007

Mais um passo para a democracia, com consciência que muito há que fazer...

Mulher na democracia não é biombo de sala


Há 150 anos, no dia 8 de Março de 1857, teve lugar aquela que terá sido uma das primeiras acções organizada por mulheres operárias.
Centenas de mulheres operárias em fábricas de vestuário e têxteis de Nova Iorque, iniciaram uma marcha de protesto contra as condições de trabalho com que se deparavam. Reivindicavam melhores condições de trabalho: redução da carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam dezasseis horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. Esta acção grevista teve um desfecho trágico – a morte de cento e trinta mulheres operárias, que foram encurraladas dentro de uma fábrica onde deflagrou um incêndio, que pouco terá tido de acidental.
Somente em 1910, numa conferência mundial decorrida na Dinamarca, a revolucionária Clara Zetkin propõe o dia 8 de Março como o Dia Internacional da Mulher, sendo desde 1975 assumida pelas Nações Unidas.
O dia 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, homenageia todas as mulheres trabalhadoras e simboliza a luta pela igualdade de direitos entre homens e mulheres.
Uma luta que continua a fazer parte do presente, apesar dos avanços que se foram conquistando para a construção de uma cidadania, também ela escrita no feminino.
Muitos discursos têm vindo a reforçar a ideia que as mulheres “ocuparam o seu lugar na sociedade”, através da sua afirmação como pessoas autónomas e participativas no mundo do trabalho e da política... Contudo, embora as mulheres tenham conseguido, através de grande luta, a ampliação dos seus direitos... essa ideia não revela a verdade!
As mulheres continuam a constituir a maioria da população no limiar da sobrevivência.
Na África e Ásia, as mulheres representam três quartos da população analfabeta. Em média, o salário das mulheres é quase quarenta por cento mais baixo do que aquele que é pago aos homens, por idêntico trabalho. A violência contra as mulheres continua a ser um grave problema que vai contra os direitos humanos. Violência que emerge no seio da família, por aqueles que lhe estão mais próximos, quer fisicamente, quer afectivamente. Violência que se traduz pelo tráfico sexual das mulheres, pela mutilação genital feminina (que segundo estimativas da Amnistia Internacional, acusa para um número de dois milhões de mulheres que são submetidas anualmente a esta violação dos seus direitos), pela prostituição, pelo assédio e violação sexual, pelo infanticídio ou aborto selectivo ( nos paises mais empobrecidos o nascer do sexo feminino pode ser o sinónimo de maus tratos ou de morte)... pela feminização da pobreza, pela feminização do desemprego (que no distrito de Aveiro é bastante significativo), pela dupla jornada (em que uma delas se sustenta em trabalho não pago)...
É este o “espaço ocupado pelas mulheres”, que não desejamos!
O slogan “Pão e Rosas”, gritado por 14 mil mulheres em 1908, em Nova Iorque, continua actual na reivindicação de maior estabilidade económica e melhor qualidade de vida para as mulheres portuguesas.
O dia 11 de Fevereiro, com a vitória do SIM no referendo à despenalização do aborto, significa uma grande vitória pela qual lutamos ao longo dos anos, na luta das mulheres portuguesas pelos seus direitos.
A vitória do Sim permitiu que «as portas que Abril abriu» se abrissem também para as mulheres. Durante 32 anos as portas da democracia mantiveram-se entreabertas para as mulheres. Escancará-las é tarefa de todos aqueles e de todas aquelas que continuam a querer construir Abril.
Uma das consequências directas da vitória do Sim no referendo é o entendimento da maternidade como um direito, como uma escolha, e não como uma fatalidade ou castigo. Concretizar esta ideia passa não só pela aplicação da lei do aborto mas também pela regulamentação da lei da procriação medicamente assistida. Passa pela educação para uma sexualidade sem mitos nem vendas, onde o prazer e a responsabilidade se tornam sinónimos. Mas para que a sexualidade e a maternidade sejam realmente percebidas e vividas como direitos é necessário que os serviços públicos, sejam os educativos, sejam os de saúde, os assumam como tarefas e valores da «democracia de alta intensidade».
Fará sentido comemorar o 8 de Março em Portugal agora que uma das mais importantes e simbólicas batalhas pela cidadania das mulheres foi vencedora? A minha resposta é um sim inequívoco.
Como dizia Zeca Afonso, esse aveirense tão esquecido nesta cidade, «mulher na democracia não é biombo de sala». Mas onde estão e como estão as mulheres do nosso país? Como as trata a democracia? Estarão efectivamente incluídas na cidadania ou são, como diz a canção, «biombo de sala»?
Num país em que as mulheres na Assembleia da República são uma imensa minoria, num distrito em que mais de 60% do desemprego é feminino, numa sociedade em que a violência doméstica está mais generalizada do que aquilo que os números envergonhados mostram, num quotidiano em que as mulheres trabalham fora e dentro de casa, cuidam das crianças e dos mais velhos, sem que este trabalho seja pago ou sequer reconhecido pelo seu valor económico e social, num mercado que desvaloriza e inferioriza as profissões marcadamente femininas, numa publicidade que objectualiza e esteriotipa as mulheres, numa linguagem sexista que derroga e invisibiliza o feminino, numa história que oblitera metade da humanidade, numa ciência que recusa os saberes tradicionais, numa globalização que serve e se serve do patriarcado para melhor explorar, nada fazer, nem sequer o esforço crítico de compreender o mundo que nos rodeia e agir para o transformar, é não só aceitar que esta realidade não contradiz a democracia como é também recusar a cidadania para as mulheres.
Zeca Afonso dizia na mesma canção que «não há bandeira sem luta, nem não há luta sem batalha». Com ele digo eu também: escancarar as portas de Abril, colorir Maio com todas as cores da paleta, são as tarefas da democracia. Ontem como hoje, em Março como noutro mês qualquer. Todas e todos pela luta toda.

artigo publicado no Diário de Aveiro a 9 de Março

22 fevereiro, 2007

"Twee vaders"... ou seja "two fathers".... ou seja "Dois Pais"...

Ao vaguear por outros olhares, cruzei-me com algo que me encantou e que não resisto a tentar-vos neste encantamento...
A espreitadela foi ao O Ano da Orquídea e o encantamento surgiu no post "Twee Vaders"!

Realmente... para quando será imaginável uma situação destas em Portugal?? ... Quanto mais tempo temos que resistir e lutar??

Depois de um ano...

Hoje, dia 22 de Fevereiro, faz um ano que Gisberta foi assassinada por um grupo de rapazes institucionalizados... a transfobia ganhou um novo rosto!! Sugiro uma espreitadela a outros olhares... como o post "1 ano depois - de quantas fobias se morre em Portugal?" de Lilás com Gengibre. Felizmente este rosto não é esquecido por muitas e muitos de nós, e recusamos que seja esquecido por esta sociedade onde a LesBiGayTransFobia está tão presente! "desmantelar la homofobia/queerfobia institucional no es tarea fácil, porque estas insidiosas prácticas están profundamente entretejidas en la lengua y la cultura de la sociedad (...) [No entanto] La lucha continúa. Tal vez la esperanza se alo único que nos mantega vivos, pero aun así, la esperanza ayuda." Carmo Marques, 2006 in Sexualidades Marcadas. Discursos sobre sexualidades que desafiam a novos conceitos de cidadania(s) (tese de mestrado em Ciências da Educação da FPCEUP) cit Morris, 2005: 47.

07 fevereiro, 2007

SIM!!



SIM no dia 11 de Fevereiro à despenalização da interrupção voluntária da gravidez até às 10 semanas, por opção da mulher, em estabelecimentos de saúde devidamente autorizados!!
E não me venham acusar de "assassina", "puta"... de leviana e depravada (seja lá o que isso for)... "Tu queres é andar debaixo deles todos e depois desmanchar!"...
Não me venham com terrorismo emocional e afectivo colocando os nossos principios morais e de vida num paradigma da imoralidade e do crime...
Não me venham como proprietários/as da defesa da vida, do amor, e dos afectos...
Não me venham com tretas, que delas já eu estou farta!!!
O que eu sei é que esta lei, (que espero que sinceramente no dia 11 venha a ser alterada por vontade da maioria dos e das portuguesas, através do seu direito ao voto, um voto responsável!), que condena as mulheres, que as considera criminosas... se mostra uma lei ineficaz num quadro de hipocrisia: o aborto é uma realidade na nossa sociedade e não há como fugir a isso!!! Realidade sofrida por aquelas que a vivem... realidade ignorada por aqueles e aquelas que se assumem defensores/as da vida, do amor e dos afectos, mas que em oito anos nada fizeram para a alterar... realidade incomodativa, porque se tornou visivel... porque nós, os e as criminosas/os a tornámos pública, quando uma mulher (que podia ser eu, tu... a tua mãe, a tua filha, a tua namorada, a tua amiga...) foi sentada no banco dos réus.... segundo os/as proprietárias/os da defesa da vida, do amor e dos afectos... esta realidade só é humilhante porque nós, os e as criminosas a tornámos visivel e pública...
Para os/as proprietárias/os da defesa da vida, do amor e dos afectos... ser nomeada como criminosa, ser levada por agentes policiais, ser interrogada sobre a sua intimidade, ser julgada e obter pena suspensa (sim, porque nenhuma mulher foi presa!!! dizem eles e elas... os senhores/as senhoras defensores/as da vida, do amor e dos afectos)... é uma realidade quotidiana que não infringe qualquer humilhação à mulher!!
Estou farta de tretas!!!
Não admito que eu, e todos/as aqueles/as que defendem o SIM!!, sejamos questionados/as sobre a nossa legitimidade em defender a vida...
Será que não é defender a vida dar oportunidade às mulheres para decidirem para quando a sua maternidade? Uma maternidade desejada, reflectida?!
Não é defender a vida ao exigir que se altere a actual lei que leva às mulheres a recorrem ao aborto clandestino, colocando as suas próprias vidas em risco, e até mesmo levando-as à morte?!
Não é defender a vida ter a consciência que já temos demasiadas crianças em risco, abandonadas pelo sistema e pelas famílias, possivelmente porque resultaram de gravidezes inesperadas, do medo e da pressão da sociedade??!!
Não será uma prova de amor, interromper uma gravidez, numa dada altura da vida, quando se tem consciência que não se reune as condições que se deseja para se conseguir levar uma maternidade responsável e assente no amor a um filho/filha que se deseja?!
E não me venham novamente com tretas!!!
Eu nunca abortei!! Já tive medo de me confrontar com uma gravidez num dos piores momentos... e de não saber o que fazer, pois tinha consciência, que continuar a gravidez iria ser psicológicamente dramático para mim, contudo... as escolhas que tinha eram aquelas que todas as mulheres que pensam em recorrer ao aborto têm: a clandestinidade que impõe custos elevadissímos (risco, dinheiro, saúde, crime...)... ainda bem que tudo não passou de um valente susto!!... Pois se assim não fosse... talvez eu fosse uma das mulheres que já foi a julgamento! No entanto, sinto-me julgada como elas, porque tal como elas sou mulher!
Dia 11 de Fevereiro vou responder SIM!
... como mulher que diz basta a uma lei punitiva para as mulheres, hipocrita e ineficaz, além de cúmplice promotora do aborto clandestino.
... como educadora, porque convivo diariamente com crianças em risco e abandonadas pelo sistema e pelas famílias, consequência de gravidezes inesperadas e irreflectidas que levam a maternidades e paternidades indesejadas e irresponsáveis!! Basta de nos agarrarmos à ideia que "tudo se cria" apesar das dificuldades... deste lema estamos nós cheios/as... basta espreitar pelas nossas associações de acolhimento de crianças em risco!
Como cidadã, digo SIM!! à dignidade da mulher, à sua capacidade de decisão responsável, recusando-me a apontar o dedo, a julgar qualquer mulher que recorra ao aborto!

17 janeiro, 2007

Basta de hipocrisias!

A menos de um mês do referendo sobre a despenalização do aborto, cabe-nos a todas e todos reflectir responsavelmente sobre o futuro que desejamos para a nossa sociedade... Se desejamos uma sociedade que continue assente numa cidadania exclusora e punitiva para com as mulheres... ou, pelo contrário, o dia 11 de Fevereiro irá ser um marco na construção de uma cidadania mais inclusiva que garante o direito à mulher de optar, com base numa decisão responsável e livre?! A actual legislação, que criminaliza o aborto, condena milhares de mulheres a um caminho de clandestinidade associado ao risco de saúde e das suas próprias vidas, onde a dignidade está ausente. É uma lei ineficaz na resposta ao aborto clandestino, realizado na maioria das vezes em situações que colocam a vida das mulheres em risco, quer a nível da saúde física, como psicológica... levando mesmo a casos de morte. É uma lei hipócrita que leva as mulheres que recorrem ao aborto clandestino à barra do tribunal, numa pena que pode ir até aos três anos. Aliás, em Aveiro decorre um julgamento onde o Ministério Público pede a pena máxima, 3 anos de prisão, para as mulheres. É uma lei que criminaliza e estigmatiza as mulheres, devassando a sua vida privada em praça pública, humilhando-as e marcando-as socialmente, como criminosas. É uma lei que perpetua as desigualdades sociais, pois são as mulheres com menos poder económico que se sujeitam ao aborto clandestino em situações precárias, realizado muitas das vezes por “entendidos/as”, tendo como desfecho as urgências dos hospitais, ou em casos extremos a morgue. Aquelas que possuem outros recursos económicos recorrem a clinicas privadas, nacionais ou na vizinha Espanha, onde lhes são oferecidos outros cuidados de saúde em troca do pagamento de uma quantia que vai desde o valor do salário mínimo. São as mulheres com menos poder económico que são empurradas para o aborto clandestino sem condições, sem cuidados médicos e para o aborto auto-infligido... tornando-se um problema de saúde nacional! É uma lei que não reconhece as mulheres como cidadãs capazes de decidir sobre a sua própria vida, colocando-as hierarquicamente num patamar valorativo inferior ao embrião. É uma lei que remete a mulher cidadã para a função de reprodutora e de mãe, não lhe garantido o direito a várias opções de escolha, onde uma será a ter o direito a uma maternidade desejada! Basta!! Basta a uma lei punitiva e criminilizadora das mulheres! Basta de tratar as mulheres como seres menores, incapazes de tomar uma decisão responsável sobre as suas próprias vidas! Basta de hipocrisias e usar o argumento da vida, quando o valor da vida das mulheres lhes é amputado! Basta de hipocrisias e usar o argumento da vida, assente numa moral que se considera superior e que joga com este valor consoante os seus fins. Afinal qual é o valor da vida? A actual lei considera que quando a gravidez resulta de uma violação ou se o feto é portador de deficiência, que a interrupção da gravidez é possível num quadro de legalidade... não terão estes mesmos fetos (e usando o argumento absoluto da vida) direito à vida? Ou a vida passa a ser um critério de selecção? Afinal qual é o valor da vida? Basta de apontar o dedo! Basta de julgar! Basta de cegueiras, de negar e de silenciar um problema de saúde pública que é o aborto clandestino! O SIM! pela despenalização do aborto até às 10 semanas tem como principal objectivo erradicar um problema que é de todas e todos: o aborto clandestino, que está presente na nossa sociedade! O SIM! pela despenalização do aborto exige a descriminalização das mulheres que decidem interromper uma gravidez, num quadro de segurança e legalidade, em estabelecimentos de saúde devidamente autorizados! O SIM! pela despenalização do aborto exige a adopção de uma visão integradora da saúde sexual e reprodutiva informada e responsável que permita prevenir futuras gravidezes indesejadas! O SIM! pela despenalização do aborto exige uma mudança legislativa que implica uma mudança emancipatoria do conceito de cidadania! O SIM! pela despenalização do aborto, não quer dizer “ser a favor do aborto”, mas sim o respeito pela decisão das mulheres de decidirem interromper uma gravidez até às 10 semanas, quando não se sentirem capazes para assumir uma maternidade que não é desejada. Cabe-nos a todos e todas, no dia 11 de Fevereiro de 2007, dizer Não! ao aborto clandestino, dizer Não! a uma sociedade punitiva e julgadora, dizendo SIM! à despenalização da interrupção voluntária da gravidez até às 10 semanas, por decisão responsável da mulher! Eu voto SIM!

26 dezembro, 2006

Entre o bacalhau e as rabanadas...

Mais um Natal passado... com um orçamento mais magro que o ano passado, mas onde o espirito ainda permanece, apesar de tudo, vivo!!
Mais uma vez, me transvesti de Natalina, para alegria da pequena Matilde!!
... o senão, além da bolsa mais magra, é o dedo acusador da balança que aponta para uns quilitos a mais... nada que não se resolva!
O ano está a terminar... mais um!
Esperemos que o próximo nos traga a possibilidade de continuarmos a acreditar que a nossa sociedade se pode tornar mais justa e igualitária... comecemos pelo dia 11 de Fevereiro!! Acabar com uma das maiores injustiças de cidadania imposta às mulheres!

Pela Dignidade e pelo direito à vida e à saúde... eu voto SIM!!!

14 novembro, 2006

Diário de viagem (para quando o fim!?)



Uiiiiiiiiii!!! As férias já foram há alguns meses e a saga do diário de viagem continua!! Mas tem que ser.... naquilo que me proponho, nada fica a meio.... só relacionamentos.... ou não relacionamentos!!! Mas este último apontamento fica para outras reflexões.. noutro espaço e noutro momento!!

Voltando ao diário de viagem....

Depois de Marraquexe... aí vamos nós em direcção à costa marroquina, depois de revermos os dias que ainda temos para gozar... Agadir fica para trás... a praia das oliveiras com as cabras também... Ouzouzarte também... Embora a totalidade da nossa viagem seja de 3 semanas... o tempo esgota-se!
Essaouira é o nosso próximo destino!!!

12º dia de viagem - Essaouira

Está um calor insuportável e nós só queremos praia! Ficamos no parque de campismo mesmo na saída sul da cidade, a cerca de 3/4 km da praia. Está bastante vento! Pela primeira impressão... grande parte dos/as ocupantes do parque aparentam ser amantes de surf...


Depois de um lanchinho, aí vamos nós até à praia... já a anoitecer! Vamos por um trilho no meio das dunas... que está cheio de necessidades sólidas de qualquer animal, que suspeitamos que esteja entre a cabra e o camelo!


A praia é suja... bastante suja! É só lixo e merda de camelo!
Eles andam lá.... os camelos!! Foi o momento alto, depois de toda a sujidade à nossa volta. Parece que nas zonas de banhistas, mesmo em frente à cidade é mais limpo!
Depois de uma boa caminhada à beira mar, entre a hesitação de ir á água e o receio de apanhar frio, pois já escurecera... ficamos só pela caminhada, mas com apetite de ir, pois a temperatura das àguas convidavam-nos a um mergulho.
Já na cidade, fomos até à praça principal e entramos na medina, muito mais agradável... mais airosa... mais simpática!! Tipica de uma cidade balnear!
Depois desta visita, começou a odisseia Pedro.... que fica nas memórias de quem a partilhou... contudo, as coisas acalmaram na hora de ir jantar e depois de encontrarmos o Victor, Paula e Ricardo... familia portuguesa amiga dos irmãos Rodrigues!! Super-simpáticos, na verdade!!

O jantar... depois de vários dias... num restaurante decente: prato, talher, guardanapo, copos... vinho... peixe... café...
Só pensávamos "Ai, ai... a caixinha não vai resistir!!!"... mas para nosso alivio... a caixinha safou-se!!! o Victor pagou o jantar a todos/as!!!
O Marquito sentiu-se super mal e fartou-se de vomitar... eu própria comecei a sentir sintomas de paragem de digestão... mas como estavamos já todos/as mal do organismo... pode ser tudo!!
Despedimo-nos do casal e do filhote, depois de conversarmos... e com algumas referências do Victor, alterarmos o nosso roteiro... El Jadida... Safi... Casablanca... A ver vamos!!
Depois da despedida... ai vamos nós para o nosso doce lar... a pé! Chegamos cerca da 1 hora da manhã, onde estabelecemos uma amena cavaqueira com os vizinhos do lado... marroquinos e um casal francês, que já estivera um mês em Portugal, antes de Marrocos.
Conversa puxa conversa... aperitivo... puxa aperitivo... está tudo animado!! Ainda jogamos uma suecada, mas os/as desistentes iniciam o seu caminho para a caminha...

13º dia - Essaouira

Acordamos cerca das 12 horas... pequeno almoço e vamos até à praia! Atravessámos as dunas... a areia escalda e picamo-nos nos arbustos!

A praia é suja... a àgua é suja!

É só sujidade!

Lá encontrámos um oásis de limpeza no meio de muita "merdinha"! Àgua... mergulho aqui, mergulho acolá... mergulho ali... saímos!

A Cristina apanha uma alergia na pele à conta da pureza da àgua.

Passam cavalos... camelos... o trânsito é frequente e constante!

Depois da alergia da Cristina, só três de nós

é que voltamos à àgua... eu, a Andrea e o Pedro!

Jogamos às cartas... dizemos baboseiras...

apreciamos as vistas...

Vê-se pessoal ocidental.. europeu... vê-se pessoal mulçumano, praticamente vestidos/as...



... a temperatura ambiente está agradável!!

... tanto tempo há espera para termos praia... e esta inspira-nos alguma desilusão...

... principalmente pela ausência de limpeza!

Mas para primeiro impacto... a estranheza do ambiente envolve-nos!

Depois de uma tarde de praia... vamos até ao camping!... As casas de banho não são más de todo!

Depois de fresquinhas/os e perfurmados/as... principalmente o nosso menino.... o Marquito... ai vamos nós até ao centro, prontos a ter um belo jantar.

Jantamos perto da praça principal... junto ao porto. Cada barraquinha tem exposto peixe fresco e marisco... que grelham... Promete!!

o nosso jantar é um mix de grelhados, por 500 dhms, com tudo incluído:

  • 12 sardinhas
  • 6 linguados
  • calamares
  • pota
  • 2 douradas
  • 1 sargo
  • 1 corvina
  • 3 lagostas
  • 1 santola
  • 3 saladas
  • 6 pratos com camarão cozido
  • pão
  • àgua
  • coca-cola

Muito bem servido!

Ainda pedi cerveja, mas já com a certeza de que a resposta seria negativa... nada de cerveja!! Onde já se viu... este jantar sem ser acompanhado por um bom vinho, ou em último caso, uma cervejinha!!!

Ainda fomos até à praça tomar café... mas as lojas estavam praticamente todas fechadas... regressámos ao lar doce lar... para mais uma noite divertida de suecada... e aperitivos!!

Mas pelo caminho tivemos uma supresa...

... que ainda nos pregou um valente susto!

Ele ou ela... andava solta e com um amigo/a.. a saborear a folhagem dos arbustos!

17 outubro, 2006

Quem quer casar com a Carochinha?!!


Neste momento, é mesmo caso para dizer... Quem quer casar comigo???

Apanhei a noticia a meio... mas deu para entender o seguinte: relativamente ao IRS de 2007 vai haver alterações, que segundo o nosso querido ministro (arg!!!!) pretende beneficiar a maioria da população... as familias (o que denota desde logo que o seu conceito de familia é deveras limitado e discriminador): sejam os/as casados/as, sejam aqueles e aquelas em união de facto.

Ora, partindo deste principio.... eu não faço parte dos/as beneficiados/as... mas sim daqueles e daquelas que vão ser mais uma vez discriminados/as: os/as solteiros/as!!... Que com o novo orçamento vão ver o seu imposto de irs aumentar....

Claro que com este novo orçamento de estado, que pretende ganhar dinheiro com as despesas correntes, aumentando a sua receita fiscal... favorável "às familias", muita gente ficará discriminada: será que o nosso querido governo (arg!!!) estará a incluir os casais homo?... mesmo aqueles que vivem em união de facto, abrangida na constituição?

... estará a pensar nas mães e pais solteiros, que têm a seu encargo crianças??

...estará a pensar naqueles e naquelas, que solteiros/as, têm a seu encargo terceiros??

... estará a pensar, que assumir encargos de habitação, e tudo o que isso implica... (àgua, luz, gás, alimentação.... blá, blá....) sózinho/a, é um projecto actualmente fácil de realizar??

Afinal, o que quer este governo???

... continuar a manter os/as jovens em casa dos/as progenitores/as???

... limitar a cidadania daqueles/as que optam por não casar, por não assumir uma união de facto... mas que têm um projecto de vida tão válido como qualquer outro???

Este governo supreende todos os dias pela negativa, oprimindo a maioria dos/as cidadãos/âs deste país....

... a pergunta paira.... onde vamos parar??? E será que aguentamos este rumo???

Socorroooooooooooooo... libertem-nos deste sugador!!!

... ah!!! outra supresa: as poupanças de reforma, que tantos e tantas, se sentem obrigados/as a ter, visto que o futuro não oferece minimamente segurança.... também passa a não ser dedutível no irs....

Sr. Ministro..... já agora, não quer criar mais nenhum imposto sobre a nossa existência??... que tal.... por tantos anos de vida... paga-se x...... assim, não temos que andar a penar e a tentar sobreviver... pois muitos e muitas, tomarão a opção de abreviar o tempo que passam por estas bandas!!!

.... isto não é o tempo das vacas magras.... é o tempo das vacas escanzeladas!!!... mas só para uns e umas (uma grande percentagem da população)!!!!

E voltando à pergunta inicial..... Quem quer casar com a Carochinha, para assim pertencer ao grupo dos/as beneficiadas/os... além de ser jeitosinha???!!!


Porque são uma das minhas paixões...